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Rádio Via Nocturna

Haven Denied: Grupo do Mês de Novembro

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Darkside Of Innocence também no Vimaranes Metallvm Fest III

Também os Darkside Of Innocence irão estar presentes no Vimaranes Metallvm Fest III, desta feita no Acto II a realizar no dia 12 de Dezembro pelas 17 horas e 30 minutos, no Trovadores do Cano, em Guimarães. Este segundo acto que se reparte entre os dias 11 e 13 de dezembro conta, para além dos DOI com bandas como Brutus, Witchburner, Gwydion, Legacy of Brutality e WEB.

Eternal Death editam promo-cd ao vivo

Os penaguiotas Eternal Death vão editar um Promo-CD, limitado a 25 cópias, com a actuação do grupo no 3º Festival Irmandade Metálica, no passado dia 16 de Maio no Side-B (Benavente). O CD pode ser adquirido em concertos ou através do e-mail da banda ao preço de 4€.

Próximas actuações dos Thee Orakle

A Metaphortime Tour'09 continua activa e os Thee Orakle vão actuar em Espanha, desta feita como cabeça de cartaz do Zona Metal Fest! juntamente com In.verno e To Nowhere. O evento vai realizar-se na pequena cidade de Bueu perto de Vigo no dia 19 de Dezembro.

Também amanhã, 28 de Novembro a banda transmontana desloca-se a Braga para participar no Symbiosys Fest, espectáculo de lançamento de Symbiosys, segundo álbum dos Haven Denied, juntamente com a banda organizadorta, Endamage, Insanus, My Eyes Inside e Orfanatos Pirueta, num evento que decorrerá na Junta de Freguesia de Palmeira.
Finalmente, os Thee Orakle também participarão no 1º dia do 1º Acto do Vimaranes Metallvm III com os The Godiva e Urna. O espectáculo decorrerá no C.A.E. de São Mamede.

Review: October Dawn (Oblique Rain)

October Dawn (Oblique Rain)
(2009, Major Label Industries)


Oriundos do Porto, os Oblique Rain atingem a marca de dois álbuns de originais contando apenas com 5 anos de existência. A justificação para tal facto, não muito comum no panorama metálico nacional, tem só uma palavra: competência. E a todos os níveis: composição, interpretação, vocalizações. O quinteto consegue criar uma manta densa de envolvência negra assente em bases que tanto podem ir beber aos Alice In Chains como aos Dream Theater ou aos Katatonia. O frio e negro ambiente melancólico cruza-se de forma perfeita com os toques progressivos, mas sempre sem perder aquela sensação de estarmos perdidos no meio de um nevoeiro tão denso como cortante. E esta sensação é perfeitamente notável em Inanity onde a parte inicial chega a ser perturbadora. Curioso que, mesmo nos momentos mais calmos, como o inicio de Absent Awry o baixo é de tal forma opressor que mal nos deixa respirar. E por falar em baixo, deixem acrescentar que muita da alma deste colectivo e a condução de toda a musicalidade reside na impressionante capacidade da secção rítmica que para além desse baixo poderoso e sempre a castigar-nos (no bom sentido, obviamente), também conta com um trabalho de bateria verdadeiramente assombroso. Ao nível de composição, é brilhante a forma como os temas se desenvolvem, muitas vezes sem ser no tradicional formato de canção, mas em crescimento, recriando-se e reinventando-se permanentemente. Destaques para Out There, Soul Circles e Absent Awary num álbum com uma produção perfeita e onde o curto tema acústico Dawn e os guturais em Spiral Dreams demonstram toda a versatilidade de uma banda única no nosso cenário.


Tracklist:
1. Soaring Alone
2. Out There
3. Soul Circles
4. Absent Awry
5. Reminiscence
6. Inanity
7. Spiral Dreams
8. Dawn
9. Darker Woods


Line up: Flávio Silva (vocais e guitarra), César Teixeira (guitarra), André Ribeiro (guitarra), Daniel Botelho (baixo), Daniel Cardoso (bateria)
Myspace:
www.myspace.com/obliquerain
Edição: Major Label Industries (
http://www.majorlabelindutries.com/)
Nota VN: 17,1 (6º)

Review: Decadence In The Heart Of Man (Coldfear)

Decadence In The Heart Of Man (Coldfear)
(2009, Edição de Autor)

Formados em 2005 em Barcelos, os Coldfear têm demonstrado uma louvável atitude o que lhes tem valido um crescimento seguro mas eficaz. Com a edição, em 2007, da demo What Lies Beneath muita gente ficou atenta ao quinteto. Mas é agora, em 2009, com a edição do EP Decadence In The Heart Of Man que todas as boas indicações se confirmam. Com uma produção poderosa, a banda aposta numa sonoridade thrash/death técnica e melódica onde as harmonias sacadas às 6 cordas estão omnipresentes. Neste particular, o tema-título e The Failure são, quanto a nós, os maiores momentos num trabalho sucinto mas todo ele cheio de intensidade. Nomes como Slayer ou Kreator (na vertente mais thrash) ou a escola de Estocolmo (na vertente mais death) acabam, de uma forma natural, por serem sentidas neste conjunto de 5 temas compactos e onde a banda consegue criar, de facto, momentos que tanto têm de densos e rápidos, como de melódicos e compassados. Em resumo, estes Coldfear são mais uma boa proposta a sair do underground nacional, demonstrando (se é que ainda havia essa necessidade) que o movimento está a viver uma excelente fase. E trata-se de mais um colectivo a acompanhar.

Tracklist:
1. Decadence In The Heart Of Man
2. Creators Of Blinded Evolution
3. The Failure
4. Pull The Trigger
5. Self-Inflicted


Line up: José Martins (vocais), Hugo Serra (guitarras), Pedro Guerreiro (guitarras), Francisco Carvalho (baixo), Bruno Araújo (bateria)
Myspace:
www.myspace.com/coldfearband
Nota VN: 16,5 (12º)

Playlist 26 de Novembro de 2009


quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Entrevista com Bigelf

Cheat The Gallows editado o ano pasado nos Estados Unidos é o quarto álbum de um dos tesouros mais bem guardados do outro lado do Atlântico: os Bigelf. A edição europeia do álbum e o convite por parte de Mike Portnoy (dos Dream Theater) para tocarem na sua Progressive Nation Tour deu-lhes a visibilidade internacional que já mereciam, muito principalmente após a edição deste colosso que é o citado Cheat The Gallows. Ace Mark (guitarrista) revelou-nos um pouco do mundo Bigelf.

Após mais de uma década de existência os Bigelf estão prontos para conquistar a Europa?
Estamos mais que prontos! Temos vindo a tocar na Escandinávia e nos Estados Unidos há já alguns anos e é fantástico regressar e tocar nesses sítios onde as pessoas realmente gostam de rock. Na Progressive Nation nós tocamos em países onde nunca tínhamos estado antes como o Reino Unido, Espanha ou Itália e, obviamente, foi muito bom.

Cheat The Gallows foi editado, nos Estados Unidos o ano passo e só agora chega à Europa via Powerage Records. Esta nova edição é exactamente igual à anterior ou acrescentaram alguns extras?
É excatamente a mesma. Para ambas as edições cortámos alguns temas como Demon Queen Of Spiders, Don´t Blow It e Snake Eyes. O objectivo era que os álbuns ficassem um pouco mais curtos. De qualquer das formas, para os mais curiosos, estes temas estão disponíveis no iTunes. O álbum estava bom, mas estava demasiado longo e achámos melhor retirar alguma coisa.

Actualmente temos assistio a uma onda revivalista. Bigelf são uma das bandas que se inspiram em sonoridades dos anos 60/70. Quais são as vossas principais influências? Os Beatles são muitas vezes citados, mas há outras…
The Beatles, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Uriah Heep, King Crimson, Pink Floyd estão todos lá. Mas também há algumas bandas que, por diversas razões, nunca foram tão conhecidas como as citadas, tais como: The Move, The Pretty Things, Badfinger, Van Der Graaf Generator, Gracious e por aí fora. Também temos nomes favoritos fora do rock clássico e é essa mistura que faz o nosso som único e não estarmos apenas a fazer cópias do que já fez sucesso há anos atrás.

Como se sentem sendo uma das bandas convidadas para a Progressive Nation Tour?
Sentimo-nos fantásticos! E estamos eternamente agradecidos ao Mike Portnoy por nos ter dado esta oportunidade. Demos 51 concertos na América do Norte e na Europa mais alguns espectáculos na nossa cidade e foi fantástico! Quer na América quer na Europa houve, realmente, um grande espírito de amizade entre todos. Mais parecia um festival de rock sobre rodas que simplesmente quatro bandas a partilhar o mesmo palco. Os Dream Theater foram excelentes anfitriões, fizeram toda a gente sentir-se bem e apreciada. E o público foi espectacular, especialmente em França, Polónia e na Europa do Sul.

Como têm os fãs e a imprensa recebido o vosso trabalho?
Na verdade tem havido uma boa onda para nós durante a Prog Nation Tour. Estava na altura de entrarmos na Europa em cheio, penso que assim é que o rock deve ser. As audiências na tournée foram espectaculares. Aproveito para agradecer a toda a gente que apareceu nos concertos. E preparem-se: estaremos de volta no inicio de 2010!

Com este Cheat The Gallows a vossa bilbiografia conta já com quatro edições. Que diferenças apontas entre este último e os anteriores?
Realmente agora temos quatro álbuns de estúdio: Closer To Doom (1998), Money Machine (2000), Hex (2003) e este Cheat The Gallows que é, definitivamente, o disco melhor produzido e, em geral, mais pensado do que tudo que tenhamos feito antes. Comparando com os dois primeiros álbuns, é, também, o mais temático embora não se possa considerar um álbum conceptual. Musicalmente há uma série de coisas a acontecer: tem doom, rock, pop e glam acrescido do mais estranho e poderoso material progressivo, como o tema final, Counting Sheep, que é o meu favorito. E foi realmente agradável ter experimentado alguns instrumentos adicionais como sopros e cordas.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Nile em Portugal


Casualties no Revolver Bar


Williabredus Festival


sábado, 21 de Novembro de 2009

Entrevista com Hell City Glamours

Da longinqua Austrália chega-nos a prova que o rock & roll está bem vivo. Os Hell City Glamours misturam o hard rock dos 70’s com uma agradável postura punk e algum glam. A sua estreia já ocorreu o ano passado, mas só agora a Europa começa a descobrir a potência e vivacidade de uma das mais promissoras bandas provenientes do outro lado do mundo. Via Nocturna, contactou um simpatico Oscar Mcblack (guitarrista e vocalista) que nos esclareceu tudo a respeito deste misterioso glamour da cidade do inferno.

Considerando que os Hell City Glamours (HCG) não são muito conhecidos em Portugal, podes apresentar a banda?
Os Hell City Glamours são compostos Oscar Mcblack (guitarra e voz), Jono Barwick (baixo), Robbie Potts (bateria) e Mo Mayhem (guitarra) e somos uma banda independente de rock & roll oriunda da Austrália. Antes e acima de tudo, somos amantes da música que acredita na nossa música, no nosso som e nas nossas prestações ao vivo. Estamos juntos há sete anos, já fizemos inúmeras tournés pela Austrália, gravámos 3 EP’s e um longa-duração (o mesmo que agora é disponibilizado pela Powerage Records). Este ano fizemos a nossa primeira tour Americana com concertos em Los Angeles, Nova Iorque e o fantastico festival South By South West em Austin, no Texas. Tivemos a oportunidade de ver muitas coisas maravilhosas, compartilhar o palco com muitas bandas importantes e vivemos as melhores experiêcias do mundo.

Hell City Glamours é vosso primeira longa-duração. Estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
Bom, quando se vai para estúdio nunca se tem a noção em que direcção se irá. Matt Voigt, a nossa escolha para produtor, revelou-se uma bênção na medida em que ele partilha o mesmo amor pela música que nós e tem uma visão similar à nossa no que toca a saber como um álbum de rock & roll deve soar. Ele permitiu que nós nos centrássemos preferencialmente na nossa performance e no nosso feeling, deixando a supervisão para ele.Por isso o disco tem esse som de uma banda a tocar rock & roll , o que, afinal de contas, era o que nós queríamos precisamente

A vossa mistura de hard rock, punk e algum glam é uma opção consciente na altura de escrever as canções?
Todos os membros da banda ouvem muitas coisas diferentes como Janis Joplin, Husker Du, The New York Dolls, Oasis, Tom Waits, The Band and Betty Davis. No entanto, partilham um gosto comum por coisas como Hanoi Rocks, The Rolling Stones, John Lee Hooker, The Hellacopters, Aerosmith dos anos 70, Otis Redding, Jimi Hendrix, Rancid, Ween, Guns and Roses, Sabbath, Zepplin, Thin Lizzy and AC/DC. Acredito que no nosso sub-consciente parte do que ouvimos afecta a forma como tratamos as nossas composições. Agora, as nossas canções são entidades próprias e, quando escrevemos, deixamos que cada uma delas cresça com a sua individualidade e não como cópias de outras.
Depois do que foi dito, será desnecessário perguntar-te quais as vossas principais influências.
Realmente já enumerei muitas delas! Mas a influência é uma coisa engraçada. Por vezes a ouvir os Clash sou levado a pegar numa guitarra e tocar ou escrever alguma coisa, mas duvido que alguém nos possa associar aos Clash.

Em termos liricos, que temas são abordados pelos HCG?
Para mim, as letras têm que se basear em factos reais. Têm que significar algo para mim pois só assim se justifica perder tempo a escrever e… a cantá-las todas as noites. Podemos dizer que as nossas canções não estão cheias de poesias profundas. Eu escrevo sobre frustações, amor, amigos que tenho na minha vida, sobre tudo o que passamos quer como banda quer em termos individuais. Não interssa que falem das minhas letras ou da minha habilidade para escrever. Pelo menos sei que no fim do dia, acredito no que disse.

Hell City Glamours foi originalmente editado na Austrália em 2008 e só agoraa chega à Europa através do selo Powerage. Trata-se da mesma versão publicada o ano passado ou introduziram alguns extras?
A versão da Powerage é ligeiramente diferente (para melhor) porque apresenta melhorias ao nível da capa e inclui o video do primeiro single Josephine. Ambas as versões têm uma faixa secreta chamada Thankyou.

Como tem sido a reacção do público e dos media ao vosso álbum?
Tem sido realmente positivo! Mesmo aqui, na Austrália, os jornais maiores e mais chatos fizeram boas reviews o que acaba por ser engraçado. Não há nada mais assustador que abrir uma revista para ler as primeiras criticas de um álbum que adoras e onde dispendeste tanto tempo… e nada melhor que ver que eles até gostam das canções e do som.

Vocês são bem conhecidos na Austrália. A Europa ainda é um mercado para ser conquistado. Quando vêm cá?
Eu gostaria de vos dizer que nos veriamos em 2010. Veremos como o disco será aceite.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Novas datas da Tour Caramela 2009

Confiram, a seguir a s novas datas dos Shivers na sua Tour Caramela 2009/10:
21 de Novembro: Banda convidade para a final do Concurso de Música Moderna no Pinhal Novo 23 horas)
2 de Dezembro: Festival Secundário - Aveiro (16 horas)
4 de Dezembro: Ilha do Faial - Açores (23 horas)
5 de Dezembro: Ilha do Pico - Açores (23 horas)
7 de Dezembro: Bar Bacalhoeiro - LIsboa (23 horas)
11 de Dezembro: Sociedade Harmobna Eborense - Évora (23 horas)
17 de Dezembro: Festival Universitário - Cais do Sodré - Lisboa (23 horas)
18 de Dezembro: Aniversário da AJCOI - Pinhal Novo (22:30 horas)
30 de Janeiro: Unplugged no Auditório Municipal de Pinhal Novo (21:30 horas)
12 de Fevereiro: Marginália Bar - Portimão (23 horas)
13 de Fevereiro: FNAC - Algarveshopping (17:30 horas)
13 de Fevereiro: Bar da Luz - Tavira (23 horas)
14 de Fevereiro: Arcádia Bar - Faro (23 horas)

Shivers no Porto Canal

Os Shivers irão participar no programa Aquário da Porto Canal (Canal 13 da Zon TV). A sua presença contará com uma entrevista e a interpretação de oito músicas ao vivo. O programa será transmitido às 2 e às 18 horas do próximo sábado, dia 21 de Novembro. Para quem não consegue aceder à Porto Canal, poderá ver o programa no site oficial do canal.

Próximos concertos dos Switchtense

Para os interessados, aqui fica a lista dos próximos concertos dos Switchtense integrados na Confrontour 2009/10:
21 Novembro: IV RASTILHO METAL NIGHT - Santiago Alquimista - Lisboa (com Echidna e The Spiteful )
11 Dezembro: FestiRock - Parque de Exposições do Montijo (com Pull the Plug, Concealment e The Firstborn )
12 Dezembro: Warm up Hard Metal Fest - Side B - Benavente (com Witchburner, Motorpenis e Mass Brutality )
19 Dezembro: Rise of Warriors Metal Fest - Tábua - Arganil (com Pitch Black, Straight Beyond e Last Dogs of War )
15 Janeiro: Warm up Moita Metal Fest - In Live Caffe - Moita (com Contradiction, Pitch Black e Seven Stitches )
27 Fevereiro: Velha Guarda Metal Fest III - Teatro Sa da Bandeira - Porto
13 Março: Eira Vedra Metal Fest II - Vieira do Minho

Playlist 19 de Novembro de 2009


terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Review: Down To The Bone (Electric Mary)

Down To The Bone (Electric Mary)
(2009, Powerage)


Da longínqua Austrália chega-nos mais um colectivo pleno de atitude positiva, rock & roll e muita, mas mesmo, muita classe. Os Electric Mary são um quinteto que tendo por base o hard rock dos anos 70/80 (D.A.D. ou Motörhead são alguns dos nomes que frequentemente nos vêm à cabeça) não se coíbem nunca de meter a colherada em tudo quanto seja boa música. Num conjunto de temas que variam entre os muito rápidos e os a meio-tempo, os australianos tem tempo para introduzir variações jazzistico-progressivas naquele que é um dos melhores temas do álbum (One In A Million), ritmos thrash megadethianos no trabalho base da guitarra e nos solos em duelo em Sorry; uma piscadela de olho ao alternativo, nomeadamente pela aproximação a uns Tool, em Luv Me, por exemplo, se bem que neste mesmo tema o que surpreende é a base a meio-tempo, compassada e numa linha muito stoner. Com um instrumental variado e com uma qualidade assinalável para álbum de estreia, os Electric Mary conseguem ainda apresentar um notável desempenho ao nível vocal, cortesia de Rusty que com o seu timbre arranhado e bem puxadinho mantém a intensidade em alta. Quando assim é, ficamos bem descansados: o verdadeiro rock & roll está vivo e recomenda-se.


Tracklist:
1. Let Me Out
2. Gasoline And Guns
3. No One Dies It Better Than Me
4. Right Down To The Bone
5. One In A Million
6. Sorry
7. Crashdown
8. Luv Me
9. One Foot In The Grave
10. Do Me (Long Way From Home)
11. Spread The Electric Luv
12. All Comin Down
13. Busted


Line up: Rusty (vocais), Venom (bateria), Irwin (guitarras), Pete (guitarras), Neilo (baixo)
Myspace:
www.myspace.com/electricmary
Website:
http://www.electricmary.com/

Edição: Powerage Records
Nota VN: 16,10 (9º)

Review: Unleash The Deceased (Behead The Dead)

Unleash The Deceased (Behead The Dead)
(2009, Edição de Autor)


Ainda há bem pouco tempo nos referíamos, a propósito dos Skewer, que o trio era um formato não muito habitual em Portugal. Pois bem, para nos contrariar, de repente vieram os Assassinner e agora os Behead The Dead. Este último nome que aqui nos traz apresenta desde logo duas curiosidades: (i) são de Oeiras mas não têm nenhum elemento português; (ii) não tem baixista. Postas estas considerações falemos da música. Este EP de cinto temas mais uma curta intro (curiosamente – afinal havia outra curiosidade – com o título do seu EP de estreia) que se pode considerar de thrash ou death metal mas sempre na sua vertente mais progressiva e, diriamos mesmo, progressista. A banda consegue criar tantos cenários diferentes ao mesmo tempo que chega a parecer impossível que só sejam três elementos. Também o vocalista revisita diversos registos desde o mais gritado ao mais gutural. O facto de não terem baixista (excepção para as duas partes de Incense onde um músico convidado, Vasco Abreu, assume esse papel) leva a que guitarrista e baterista se desmultipliquem em predicados técnicos só ao alcance de alguns. E é isso, precisamente, que leva a que os temas de Unleash The Deceased sejam extremamente apelativos em termos técnicos. No entanto a coesão entre os membros nem sempre parece ser a melhor, muito provavelmente fruto de alguns contratempos que a banda tem sofrido ultimamente. E mesmo que alguma repetição se possa notar em alguns momentos, Unleash The Deceased assume-se como um dos melhores lançamentos do ano no seu segmento e os Behead The Dead como uma banda a acompanhar com atenção.


Tracklist:
1. An Absconding Recluse
2. Stones To Throw (Awaken)
3. Megalomaniac
4. Entertain Broken Souls
5. Incense Pt. 1: Demons Within
6. Incense Pt. 2: Lethal Dispatch


Line up: Matthew Jozsef (vocais), Adam Kirchberger (bateria), Jeremy Pringsheim (guitarra)
Myspace:
www.myspace.com/beheadthedeadband
Website:
http://www.beheadthedead.com/
Nota VN: 16,2 (11º)

Metal no Transmission Bar


4º Rastilho Metal Night


sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Review: New Device (New Device)

New Device (New Device)
(2009, Powerage)


Com apenas dois anos de existência (formaram-se em Londres em 2007), os New Device chegam já ao seu primeiro registo em formato profissional. Tal rapidez pode induzir que o quinteto pratique uma sonoridade da moda, mas nem é o caso. A independente britânica Powerage Records que tem apostado em publicar artistas numa onde mais revivalista dentro do verdadeiro espírito hard-rockeiro (como por exemplo os aqui recentemente referenciados Hell City Glamours). E é bom, quando olhamos à nossa volta e parece que o que importa é ser cada vez mais extremo, surgirem bandas assim que nos relembram como o bom rock’n'roll pode funcionar como uma libertação de sensações negras. E é isso que os New Device nos trazem: ritmo, alegria, melodia, grandes malhas e grandes refrãos para serem gritados a plenos pulmões em qualquer concerto. Quer isto dizer que os londrinos também não inventam nada. A sua sonoridade vai beber nos grandes nomes do hard rock do passado, com os Guns n’ Roses à cabeça mas sem esquecer outros ilustres como Warrant ou Motley Crue. A atitude glam, embora menos acentuada (os tempos são claramente outros) também está presente. Dito isto importa referenciar que o seu trabalho homónimo é um trabalho dentro da linha que foi referenciada. O colectivo mostra-se certinho, toca temas agradáveis e apelativos, mas arrisca pouco e é esse, precisamente, o problema. Com o decorrer das audições começamos a ficar um pouco saturados face à repetição da mesma fórmula. Ainda assim, em Heaven Knows a banda consegue imprimir algo de novo na sua forma de estruturar os temas e até nem se sai mal. No entanto, ninguém poderá por em causa a qualidade e a vivacidade de temas como On Fire, Pedal To The Metal ou Moth To The Flame, verdadeiros e genuínos hinos hard rock.


Tracklist:
1. Make My Day
2. Never Say Never
3. You've Got It Comin'
4. In The Fading Light
5. On Fire
6. Pedal To The Metal
7. Until The End
8. Moth To The Flame
9. Seven Nights, Seven Bodies
10. Heaven Knows
11. Hope Is Not Enough
12. No One Does It Better Than Me

Line up: Daniel Leigh (vocais), Phil Kinman (guitarra solo), Robb Wybrow (guitarra ritmo/vocais), Andy Saxton (baixo), Rozzy Ison (bateria)
Myspace:
www.myspace.com/newdevice
Edição:
Powerage Records
Nota VN: 14,5 (18º)

Symbiosys Fest em Braga


Novo álbum dos K2O3

No Fio da Navalha é o o novo disco dos míticos K2O3 que vê a luz do dia 10 anos após a última edição discográfica, numa edição da Infected Records.

Notícias dos Heavenwood

O videoclip do tema 13th Moon dos Heavenwood tem exibição programada para o Episódio 7 da Norte-Americana IndiMusic TV, o qual terá transmissão no dia 14 de Novembro ás 02:00 AM (Hora local) na WLNY (Nova Iorque). A banda encoraja todos a registarem-se, gratuitamente, no website da IndiMusic TV para que possam votar no vídeo da banda na semana após a sua transmissão. Por outro lado, uma pré-produção de um novo tema, The Arcadia Order, a ser incluído no próximo álbum de originais da banda nortenha está disponível para streaming exclusivo na MySpace da banda. A banda encontra-se actualmente a trabalhar arduamente no sucessor do seu 3º e álbum de regresso datado de 2008 e intitulado de Redemption. O novo longa-duração dos Heavenwood está a ser composto juntamente com o compositor Orquestral/ Clássico de Moscovo, Dominic Joutsen .

Epica: nova data em Portugal

Após o adiamento do espectáculo agendado para 1 de Novembro devido a problemas de saúde da vocalista Simone Simons, os holandeses Epica regressam a Portugal no próximo dia 28 de Março, para um espectáculo no Incrível Almadense. Os bilhetes adquiridos para o espectáculo de 1 de Novembro são válidos para a nova data. Já com um novo trabalho em carteira, vamos poder assistir à apresentação de Design Your Universe, o quinto trabalho de originais do colectivo que promete dar cartas no estilo.

ThanatoSchizo mais presentes na net

Os transmontanos ThanatoSchizo estão, agora, mais presentes na net: podem visitá-los no Facebook, no Twitter, e no LastFM